A interrupção inesperada de uma gestação não é um acontecimento raro, mas sempre doloroso e desgastante para os casais. Estima-se que os abortos espontâneos atinjam entre 10% e 15% das gestações antes de elas completarem 24 semanas. O evento costuma ser considerado normal e os pais são encorajados a uma nova tentativa sem que seja necessária uma investigação aprofundada. No entanto, existem mulheres que passam por esse abalo emocional sucessivamente. Quando ocorre pelo menos três vezes consecutivas, o problema passa a ser diagnosticado como abortamento habitual, que, segundo pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Warwick, no Reino Unido, pode estar ligado a uma receptividade prolongada ou irrestrita da parede do útero (endométrio) para o óvulo fecundado.
Que uma relação sexual segura deve ser acompanhada de preservativo, todo mundo sabe. Mas, em alguns casos, incidentes acontecem e a camisinha pode estourar. Para isso, existe outro método contraceptivo de emergência, também conhecido como pílula do dia seguinte. Com a ajuda de Jennider Wider, especialista em saúde feminina da Cosmo Radio, a Cosmopolitan tirou as principais dúvidas sobre o medicamento. Confira a seguir:
Quando tomar? Há algumas situações em que você pode recorrer à pílula do dia seguinte, como rompimento do preservativo ou cálculo errado do período fértil. Independentemente do caso, o medicamento é eficaz até cinco dias após a relação sexual desprotegida para evitar a gravidez indesejada.
Como funciona? A pílula contém altas doses de hormônios (progesterona, na maioria das vezes) que param a ovulação. Ela dificulta o encontro do espermatozoide com o óvulo e, assim, previne a gravidez.

Qual a sensação de tomar o medicamento? Os efeitos da pílula variam de uma mulher para outra. Há quem apresente fortes efeitos colaterais e há que não sinta nada. Por isso, o ideal é esperar para fazer planos e marcar compromissos dias após tomar o medicamento.
Há efeitos colaterais? Sim. Depois de tomar a pílula, você pode apresentar alguns sintomas desagradáveis em 24 horas, como náuseas, vômitos, dor de cabeça, cansaço e sensibilidade mamária.