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domingo, 14 de julho de 2013

Registros de Aids têm redução de 30,4% na Paraíba

No primeiro semestre deste ano foram 135 casos, contra 195 do mesmo período de 2012.
Os registros de casos de Aids em adultos e crianças residentes na Paraíba apontaram uma queda de 30,4% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período do ano anterior, já que em 2012 foram confirmados 194 casos e neste ano o número reduziu para 135. Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), atualizados no início deste mês. Por outro lado, o número de mortes por causa da doença apresentou um crescimento de 14,2% em relação aos seis primeiros meses do ano passado para o mesmo período de 2013, de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da SES.
aids

domingo, 2 de dezembro de 2012

Aids afeta mais homens que mulheres no RN, aponta estudo


O vírus da Imunodeficiência Humana (HIV/Aids) contamina mais homens que mulheres no Rio Grande do Norte. Dos 3.122 diagnósticos de contaminação, 67% são do sexo masculino, segundo o Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). A presença dos soropositivos é maior em Natal e na Região Metropolitana da capital. Essas áreas concentram 60% dos casos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).


A cultura masculina de procurar pouco o serviço de saúde e o fato de terem mais parceiros sexuais, deixam o homem mais vulnerável”, afirmou Sônia Cristina Lins, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids. Para difundir a cultura da testagem para identificação do HIV e acompanhamento dos soropositivos, o estado disponibiliza os serviços de referência no tratamento em Natal, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, São José de Mipibu, Caicó, Pau dos Ferros e Santa Cruz.

Mas os serviços não têm conseguido conter a incidência da doença no estado. Segundo o coordenador local da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, Edvaldo Andrade, em 2011 foram registrados 399 casos a mais do que no ano anterior. E morreram mais soropositivos: 124 em 2011 contra 108 mortes em 2010. De 2000 à 2011 a Aids matou 826 potiguares.

É preciso investir mais no tratamento das doenças oportunistas. Não basta o Governo Federal fornecer o coquetel para o controle do vírus. É necessário ter tratamento para as outras doenças que vem com a Aids. Deve ter medicamentos e médicos suficientes na rede pública de Saúde, tanto Municipal quanto Estadual”, enfatizou Edvaldo Andrade.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Casos de AIDS são subnotificados no Rio Grande do Norte

Do Diário de Natal
 (Fábio Cortez/DN/D.A Press)
As pessoas que têm o diagnóstico confirmado como HIV positivas não são inclusas nas estatísticas do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O órgão notifica somente os pacientes que desenvolvem a Aids, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Profissionais de saúde são contrários a essa metodologia porque alegam que, dessa forma, não existe como o estado ter a noção exata da magnitude do problema.

De 2000 a 2009, o Rio Grande do Norte contabilizou 2.149 casos da doença. O número é relativamente baixo se for levada em consideração a estimativa do Ministério da Saúde de que existam no país cerca de 540 mil pessoas com a doença e mais de 630 mil portadoras do vírus, sem desenvolver a patologia. Através de sua experiência no Hospital Giselda Trigueiro, onde atua diretamente com pacientes portadores do vírus HIV, a infectologista Tereza Dantas informa que os casos de Aids no estado vêm crescendo de forma vertiginosa.

Segundo a infectologista,essa subnotificação está "aparecendo" em outros hospitais como, por exemplo, o Walfredo Gurgel, maior pronto-socorro do estado, que não é especializado na área, mas registrou em quatro meses (fevereiro a maio deste ano) 15 casos da doença. "As pessoas foram para o Walfredo passando mal e saíram de lá com o diagnóstico de que eram portadoras da Aids", alerta.

Essa subnotificação, segundo a infectologista, prejudica o estado porque não é possível saber o total de pessoas portadoras do vírus HIV e promover um trabalho diferenciado. "Percebemos que muitos desses pacientes são portadores do vírus há muitos anos e continuam disseminando a doença. Isso é um perigo é importante que seja feito um trabalho com essas pessoas", destacou a médica.

Tereza explica que apenas doenças como tuberculose e sífilis congênita devem ser informadas no boletim, mesmo que o paciente esteja bem. "Um portador de Aids pode ser notificado pela tuberculose, mas não pela própria Aids. Isso só vai ocorrer quando o quadro dele se alterar ou começar a tomar o coquetel", informa infectologista.

Com o objetivo de suprir essa e outras carências, a Casa de Apoio às Pessoas Vivendo com Aids está promovendo uma campanha de conscietização sobre o crescimento dos números da doença no RN. "O evento é uma forma de chamar atenção para a importância do sexo seguro e um alerta para as pessoas realizarem o exame específico e iniciarem o tratamento para viver de maneira tranquila com a Aids", disse o presidente da Casa, Marcos Belarmino.

A campanha da Casa de Apoio às Pessoas Vivendo com Aids que está sendo realizada na rua Morena, no bairro Cidade da Esperança.