sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Secretaria de Saúde adota medidas de prevenção contra bactéria KPC

Em razão da grande repercussão nacional em torno de infecções pela bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) estiveram reunidos, nesta sexta-feira (29), na Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), representantes de diversos órgãos ligados à saúde para definir normas e ações a serem adotadas em todo o Rio Grande do Norte.

A nota técnica nº1/2010 e a Resolução-RDC nº 42 divulgadas, na última segunda-feira (25), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) serão os documentos utilizados pela Sesap para padronizar as medidas de controle e prevenção contra microrganismos multirresistentes.

As determinações incluem, principalmente, a obrigatoriedade da disponibilização de álcool gel para higiene das mãos nos serviços de saúde, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), previstas na Aliança Mundial para Segurança do Paciente.

As amostras suspeitas, se identificadas como multirresistentes, devem ser enviadas pelos hospitais para o LACEN-RN (Laboratório Central). O laboratório irá receber todas as amostras do Estado e, de acordo com o protocolo, irá confirmar o resultado. Em seguida, os casos positivos serão enviados para um dos laboratórios de referência nacional, já que o diagnóstico definitivo se dá por meio de biologia molecular.
Caso o resultado seja positivo para a KPC, o hospital será notificado para providenciar o isolamento e tratamento do paciente e a Vigilância Epidemiológica da Sesap será comunicada para o controle de casos. Até o momento nenhum caso foi identificado no RN.

Estiveram presentes na reunião representantes da Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa), LACEN-RN, Unidade de Resposta Rápida (URR), Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE) e Coordenadoria de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (COHUR).

Fonte:http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/54657/

Justiça vai marcar audiência para comprovar alfabetização de Tiririca

Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) vai marcar uma audiência para que o deputado federal eleito por São Paulo Tiririca prove que sabe ler e escrever. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o juiz Aloísio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, disse que se Tiririca comparecer para a coleta do material e a prova for satisfatória, ele poderá "decretar a absolvição sumária do réu".

O magistrado evitou, porém, dar maiores detalhes do processo, cuja defesa foi entregue na segunda-feira por Ricardo Vita Porto, advogado de Tiririca, em razão de ele correr em segredo de Justiça. O juiz explica ainda que a ação penal em curso não impede a diplomação do candidato.
"Somente uma eventual condenação transitada em julgado poderá vir a afetar o seu mandato", afirma Silveira.

Se, no entanto, essa sentença ocorrer só depois da diplomação, marcada para 17 de dezembro, o caso passa a ser julgado em foro privilegiado, ou seja no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja condenado, Tiririca, além de perder o mandato, está sujeito a pena de até cinco anos de reclusão e ao pagamento de multa por declaração falsa feita para fins eleitorais.

Francisco Everardo Oliveira Silva, nome real do humorista eleito com 1,35 milhão de votos, foi acusado em outubro pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Estadual, de não saber ler e escrever, o que é exigido por lei para candidatos a postos eletivos no país.

Tiririca pode se recusar, porém, a fazer o teste escrito, já que a legislação penal brasileira estabelece que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Essa regra é a mesma que vem ajudando motoristas que, mesmo com evidentes sinais de embriaguez, se recusam a fazer o teste do bafômetro ao ser parados em blitz.

Além da questão da escrita, o processo abriga também a acusação de que o candidato falseou a declaração de bens, que estariam em nome de terceiro

Fonte:http://200.188.178.144/ver_noticia/54626/

PF descobre fraudes em concursos de 2001 e 2004

A Operação Tormenta, desencadeada em junho deste ano para investigar irregularidades em diversos concursos públicos de âmbito federal, ganhou um novo capítulo nesta semana. A Polícia Federal (PF) descobriu que também houve fraudes nos concursos realizados pelo órgão nos anos de 2001 e 2004.

A descoberta foi feita por meio de um software desenvolvido pela instituição, que já foi utilizado para auditar 75 seleções. No desdobramento da investigação, na qual a PF percebeu que houve uma série de irregularidades no certame para agentes promovido em 2009, também surgiu a informação de que dois concursos realizados anos antes contaram com sete candidatos que tiverem acesso aos gabaritos antes das provas. Estas pessoas compõem hoje o quadro da corporação.

Todos foram indiciados por crime de estelionato. Um deles, que já está preso, também foi indiciado por formação de quadrilha. Os suspeitos responderão a processo administrativo disciplinar e poderão ser desligados da instituição. Até o momento, a PF já ouviu mais de 240 pessoas para tentar coletar o maior número de dados para encontrar os responsáveis pelos crimes. Ao todo, 10 permanecem presas.

Foram constatadas fraudes nos processos seletivos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal (RFB), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da PF. As investigações relativas aos dois últimos concursos já foram concluídas e enviadas para avaliação do Judiciário. A expectativa é de que até o final do ano o restante dos trabalhos seja finalizado.

Software

O programa utilizado pela PF cruza os gabaritos das provas objetivas e avalia a chance de dois candidatos terem respostas iguais. De acordo com a instituição, a ferramenta não comprova fraudes, mas direciona investigações. A assessoria de comunicação do órgão informou que por ser uma nova tecnologia, apenas a PF tem acesso. Há possibilidade de que, no futuro, sejam firmados acordos para disponibilização da ferramenta à empresas organizadoras de concursos.

Do CorreioWeb
 
 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Idoso é encontrado morando em bueiro na Grande Natal

Um idoso foi encontrando na última segunda-feira vivendo em condições subumanas dentro de um bueiro localizado na marginal da BR-101, na altura de Emaús. Francisco Alfredo da Silva, de 64 anos, é ex-presidiário, esquizofrênico e a família não tinha notícias dele há seis meses. A Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher a das Minorias (Codimm) chegou até Francisco após uma denúncia feita ao SOS Mulher/Idoso.

De acordo com a coordenadora do Codimm, delegada Rossana Pinheiro, uma pessoa ligou dizendo que um homem estava morando em um bueiro há alguns dias e, assim que foi encontrado pela equipe da Codimm, foi levado para atendimento médico no posto de saúde de Cidade Satélite, e em seguida encaminhado ao abrigo Juvino Barreto. Ele não sabia informar se tinha parentes e onde os familiares moravam. Para acelerar o processo de encontrar a família de Francisco a delegada teve a inciativa de mandar uma foto dele para uma emissora de televisão. A foto foi veiculada nomesmo dia e ainda na segunda-feira a família entrou em contato para buscar o idoso.

Segundo a delegada, no primeiro contato, a família informou que Francisco matou a esposa em 1997 quando foi acometido por um surto da esquizofrenia. Ele cumpriu uma parte da pena e estava solto há cerca de um ano, mas há pelo menos seis meses a família não tinha notícias dele. Rossana Pinheiro ressaltou que a situação oferecia riscos a ele e à sociedade. "Imagine se ele tivesse um surto, ele poderia atacar alguém, ser violento, e talvez até cometer um outro crime", disse a delegada. Francisco foi levado para o município de Várzea, a 76km da capital potiguar, para morar com uma de suas filhas. Ele será submetido a um acompanhamento psiquiátrico com o intuito de impedir a evolução da doença mental.

Serviço

As denúncias podem ser feitas através do telefone 0800.281.2336

Por Fernanda Zauli, especial para o DIÁRIO DE NATAL

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Goleiro Bruno diz acreditar que Eliza ainda esteja viva

goleiro Bruno Fernandes disse hoje que acredita que sua ex-amante, Eliza Samudio, esteja viva. Réu no processo sobre o desaparecimento da jovem, o ex-goleiro do Flamengo conversou pela primeira vez com jornalistas após uma audiência no Fórum de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Bruno alegou que ele e os outros réus estão sendo injustiçados e afirmou que confia que será inocentado e voltará a jogar profissionalmente.

Ele e outras oito pessoas foram acusados pelo desaparecimento e morte de Eliza. O corpo da jovem não foi encontrado. A motivação seria a pensão exigida por Eliza, que teria tido um filho com Bruno. "Da última vez ela falou que ia para São Paulo e ponto. Eu não sei dizer mais nada sobre essa pessoa". O goleiro negou que tivesse cedido material genético para um exame de DNA que comprovaria a paternidade da criança. "Esse material não foi concedido, mas se precisar hoje ou amanhã fazer um exame de DNA, com certeza eu vou liberar esse material", falou.

Questionado, Bruno disse que o suposto valor de R$ 3 mil mensais que teria sido exigido por Eliza, "não é nada" para ele". Se dirigindo aos antigos fãs, pediu um voto de confiança, "porque mais cedo ou mais tarde a verdade vai vir à tona". "As pessoas que conhecem a pessoa Bruno sabem da minha índole, sabem do homem que eu sou. Eu tenho duas filhas. Se essa criança realmente for minha, onde come um, comem dois, comem três. Eu vou amá-lo do mesmo jeito que amo minhas filhas", disse.
O goleiro reclamou do cumprimento da prisão preventiva. "Vocês têm que analisar o que está sendo feito com a gente, que na minha opinião é uma injustiça. Vocês veem vários outros casos que acontecem e nada, os caras estão soltos. Agora, você vai ao Fórum de Contagem e vê o absurdo que está sendo feito. Desculpe a palavra, mas é uma sacanagem".
Juíza
Bruno havia sido proibido de dar entrevista pela juíza Marixa Fabiane, do 1º Tribunal do Júri, de Contagem. Hoje, após a sessão em que foram ouvidas testemunhas - acompanhada por todos os réus - a juíza de Esmeraldas, Maria José Starling, surpreendeu ao defender a soltura do goleiro. "O Bruno teria de estar solto", disse. "Num dia disseram 'ele estava' (na suposta cena do crime), depois disseram 'não, ele foi embora'. Está um vai e vêm nesses depoimentos", afirmou, cobrando mais evidências do crime nos autos.

"Todos os traficantes que mandei prender em Esmeraldas estão soltos. Aquele namorado da Mércia (Nakashima), um advogado, está solto, e lá tem evidências, tem corpo". Considerado o braço direito de Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também falou com os jornalistas ao final da audiência e disse que Eliza queria "acabar com a vida" do amigo. "Ela falou que ia acabar com a vida do Bruno, mas ela está acabando com a vida de nove pessoas. Eu só queria que ela aparecesse porque todo mundo sabe que ela está viva. Eu tenho certeza que ela está viva", disse.

Policiais detêm estudantes e professores em Pau dos Ferros e são acusados de abuso

Policiais Militares realizaram uma abordagem no Campus de Pau dos Ferros, interior do estado, da Universidade Estadual do RN (UERN) e conduziram estudantes e servidores à delegacia do município. O caso aocnteceu na última quinta-feira (21), e hoje (26) os servidores emitiram uma Nota de Repúdio à ação policial.

Os PM’s alegaram terem recebido uma denúncia de que estava havendo distribuição de panfletos e adesivos para campanha política na universidade. Ao chegarem lá, notaram que estudantes e professores portavam o material e os detiveram.

Os servidores, através de uma Nota de Repúdio publicada pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (ADUERN), se defenderam, dizendo que o os adesivos não estavam sendo distribuídos e qualificaram a ação dos policiais como constrangedora. De acordo com o presidente da associação, Flaubert Torquato, os professores e alunos portavam o material apenas para uso próprio, o que é permitido pela lei.

Torquato afirma ainda que, segundo informações de pessoas que presenciaram o acontecido, os policiais foram até os computadores da secretaria da universidade na tentativa de localizarem, na internet, leis que justificassem a ação. “Eles não encontraram nada e conduziram todo mundo pra delegacia”, disse.

O delegado titular da delegacia de Pau dos Ferros, Inácio Rodrigues Lima Neto, afirma que, realmente, recebeu a ocorrência, mas logo liberou os envolvidos. Pois, segundo ele, não havia provas contra os acusados. O coronel Romualdo Borges Farias, responsável pelo policiamento da cidade, diz que vai apurar o caso e investigar se houve abuso por parte dos policiais.

Por Rafael Barbosa, especial para o DIARIODENATAL.COM.BR